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A máquina de lavar roupa, o tanque e o esquisito...
Márcio Maso Panzani
É, parece que todos nós temos ao menos uma história de 'pescador de latas' para contar; mas, ao contrário dos pescadores normais, que mesmo fotografando são tachados de mentirosos, temos para sempre a nossa 'pescaria' guardada em alguma prateleira, e podemos mostrá-la aos amigos enquanto a churrasqueira vira um braseiro inútil.
Eu também tenho um cunhado, quase todos temos ou acabaremos tendo ao menos um, e sabemos que se cunhado fosse bom não teria uma primeira sílaba dessas... Mas meu cunhado, ainda por cima campineiro, é professor em várias escolas da região, e está sempre procurando latas para mim. Tomando um café em Atibaia, há uns 7 anos, perguntou por latas de cerveja 'de ferro', e o dono do bar disse que não tinha mas que a esposa dele deveria ter... E deu o endereço da casa dela, que é, como confirmei depois, ainda bem!, o endereço da casa dele também.
No fim de semana seguinte, fui a Campinas (para os gaúchos do grupo esclareço que é o mesmo que ir a Pelotas) e junto com o tal cunhado fomos até Atibaia, no endereço do casal dono do bar. A senhora Matilde recebeu-nos e nos levou até a lavanderia: o marido já havia dito que 'um louco de São Paulo' colecionava latas velhas...
Na tal lavanderia havia uma máquina de lavar roupas mais antiga que uma Skol Sesquicentenário e um tanque mais encardido que uma Malzbier e ... só! E a mulher apenas nos olhava, com cara de 'quem são esses dois?', e não falava nada! Perguntei então se ela teria as tais latas velhas de cerveja, como o marido havia dito, e ela disse:
-- Olhe atrás do sabão, na prateleira lá em cima...
Não havíamos visto a tal prateleira, acima do tanque. Subi numa cadeira e, ao colocar 2 ou 3 pacotes de sabão e um de Bombril de lado, eureka! Uma Caracu, uma Malt90 e meia dúzia de Antárcticas, todas de flandres!
Peguei todas as latas, que estavam, e ainda estão, em boas condições, quase sem ferrugem, e, segundo meu indefectível cunhado, não falei nada...
Dona Matilde perguntou para ele se eu era sempre assim 'esquisito', e ele respondeu que sim! Ela então fez um café, trocou umas palavras amáveis, enquanto eu apenas segurava as latas sem dizer uma palavra, e se despediu.
Eu, finalmente, falei alguma coisa, perguntando se ela queria vender as latas. A resposta foi:
-- Leve as latas que quiser e que Deus o acompanhe meu filho!
Segundo o tal cunhado, disse isso piscando para ele, como se eu fosse louco mesmo...
E, pensando bem, neste grupo de Colecionadores de Latinhas, não somos todos?

First Barreiro
Rafael e Saulo Dias
Não amigos! Não se trata de uma nova lata, é apenas uma história que aconteceu comigo e com meu irmão, e terei o prazer de lhes contar, só espero que vocês não tirem conclusões precipitadas de nós. Estávamos em um hipermercado bem conhecido de vocês, de preferência localizado em uma esquina, procurando algumas latas para nossa coleção. De passagem pelo setor de bebidas quentes, avistamos aquele pacote bem no fundo da prateleira, sozinho (era o último) atrás de algumas garrafas de bebidas Ice. Bem, se tratava de um pacote com 6 garrafas e uma lata de brinde daquela bebida Ice, "First One", vocês devem ter em suas coleções. Quando vimos aquela lata, pensamos logo, temos que comprar, só que para comprar a lata tinha que comprar o pacote todo, e essa não era a nossa intenção. Ficamos alguns minutos pensando o que fazer, então meu irmão falou:
- Abra o pacote, tira a lata e coloca ele devolta lá atrás bem escondido!
Então eu falei:
- Ué! Mas vai ser cobrado o mesmo valor!
Meu irmão sabiamente disse:
- Só os codigos de barra da garrafa estão cadastrados no caixa.
Então seguimos em frente. Mais a frente avistamos algumas lata da Caipirinha Velho Barreiro, pegamos uma lata e fomos para o caixa. Chegando lá a mulher começou a passar as latas, até que chegou a vez da "First One", aí que foi engraçado, ela passava a lata no leitor ótico, digitava o código e nada. Então ela chegou para nós e disse:
- senhores a lata não esta cadastrada!
Então eu fiz aquela cara de triste e disse:
- que pena eu queria comprar...
Então a mulher com o coração partido, disse:
- Ah! Se vocês quiserem eu posso passar a lata como se fosse a de Velho Barreiro!
Respondemos ao mesmo tempo:
- Pode passar!!!
Fim da História, mais uma lata para a coleção, não queriamos fazer isso, mas vocês sabem, colecionador faz de tudo para conseguir uma lata.
Ah! Não somos a favor disso.

Lata de Pitú enferrujada
Gustavo Pareja
Olá Amigos colecionadores. Eu creio que cada um de vocês tem uma história interessante a respeito de ter encontrado alguma lata. Aqui em Ilhéus aconteceu uma ótima comigo nesses dias.
Eu pedi pra um amigo meu procurar latas em bares aqui da cidade. Ele não entende de latas mas expliquei o básico pra que ele pudesse me ajudar.
Num dia desses ele me chamou pra ir a um bar de um velho amigo dele. Esse senhor, o dono do bar, já é bem idoso e toca o bar há muitos anos. Chegando lá, qual não foi minha maravilhosa surpresa: ele tinha, guardada na parte mais alta da sua estante, nada menos que uma Pitú de ferro, cheia e ainda com aquele lacre de plástico! Fiquei extasiado!
Apesar de algumas ferrugens - pois nada nada ela já estava lá, de acordo com o dono do bar, há cerca de 26 anos - ela está muito boa. Pode-se ver os desenhos e também as escritas de forma nítida. Como meu amigo falou que era pra coleção quando o procurou, ele deu uma exploradinha e me cobrou 20 reais. Mas acho isso irrisório diante do fato de ter uma Pitú de Ferro fechada por cima!
Acredito que todos vcs têm uma história desse tipo pra contar. Eu acho o máximo esses casos de latas. Espero que tenham gostado da minha história.

Uma nova lata e a minha sogra - uma combinação que não deu certo
Francisco Mattos
Recentemente encontrei na prateleira de um supermercado, uma lata da schin tônica onde sua cor era totalmente diferente da lata usual que é comercializada. A lata usual é amarela e a que eu encontrei era na cor laranja, um laranja bem forte, acentuado, detalhe este que me chamou a atenção. Vale apenas citar que apenas uma lata existia nesta cor que eu encontrei. Comprei a lata e fui para casa pensando: mais uma lata para a coleção.
Ao chegar em casa coloquei a lata em cima de uma mesa e por lá ela ficou. Minha sogra pegou a lata colocou-a no freezer para gelar mais rapidamente e acabou a esquecendo lá dentro. O líquido congelou, a lata estourou em cima e em estufou em baixo e... eu perdi a lata.
Apesar disto, eu afirmo: minha sogra é gente boa!

Lata em caçamba de lixo
Cid Carlos Gonçalves
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