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Colecionando Coca-Cola em fichas
Reprodução do artigo
do Boletim AFNB Ano 9 - OUT/DEZ de 2004 - Nº 45
Silvio Mazzocante
Quando o inventor daquele xarope experimentou o sabor, jamais poderia supor que ele se transformaria no refrigerante mais vendido em todos os continentes e mais de cem países do mundo. A logomarca "Coca-Cola" é reputada a mais valiosa do mercado internacional, seduzindo os povos mais distintos.
Ao mesmo deu margem a um tipo de colecionismo, a "coca-colamania", que abrange, entre outros itens, garrafas, chapinhas, latinhas, postais e... fichas. No meu caso optei pelas fichas, pela analogia com a numismática.
No Brasil o uso das primeiras máquinas para venda automática, com utilização de fichas ocorreu em 1983, consoante afirma Eugenio Vergara Caffarelli, insuperável pesquisador.
A tentativa não teve êxito, em virtude da vedação da importação de máquinas e do tipo de material utilizado nas latinhas. Foram fabricadas apenas 100 máquinas, colocadas no Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador e Porto Alegre. As fichas eram produzidas pela Indústria Metalúrgica Fontana Ltda, fundidas em zamak, havendo sido fabricadas apenas 3.600 unidades. Em resumo trazem no anverso a logomarca da Coca-Cola e no reverso uma roda de leme. Não possuo nenhuma dessas peçaas.
Ainda segundo Caffarelli a introdução de máquinas automáticas importadas aconteceu a partir de 1992, abrangendo São Paulo e mais de 40 outras cidades. As primeiras latinhas traziam a fotografia da Coke Machine, capacidade máxima de 480 latas e 7 tipos diferentes de refrigerantes.
As fichas, fabricadas pela Van Book, de Lexington, Estados Unidos, são do tipo bimetálico, para evitar falsificações, todas iguais no tamanho e tipo, embora contendo a indicação de cada cidade, mediante duas letras, podem ser utilizadas em qualquer máquina de outra localidade. Na minha coleção já tenho: SP, SP (2ª tiragem) e FT (São Paulo), RJ (Rio de Janeiro), CG (Campo Grande), CT (Curitiba), RP (Ribeirão Preto), ST (Santos), BR (Brasília), CB (Cuiabá), FZ (Fortaleza), RE (Recife), GO (Goiânia), PA (Porto Alegre), UB (Uberlândia), BL (Belém), JF (Juiz de Fora), SA (Salvador), MN (Manaus), PE (Petrolina), NI (Nova Iguaçu), SM (Santa Maria), CM (Maringá), SJ (São José do Rio Preto), JP (João Pessoa), PA (Florianópolis/Blumenau), CM (Cambé/Londrina), AT (Araçatuba), AJ (Aracaju), MC (Maceió), BH (Belo Horizonte), NA (Natal), NT (Niterói), SR (Sorocaba), TZ (Terezina), GA (Garanhuns), PR Porto Real), SL (São Luiz), BU (Bauru), MA (Marília) e FS (Feira de Santana). Ainda não consegui CA (Campinas) - que dizem não existir - , VT (Vitória), bem como de outras cidades que não constem da relação supra.

Foto: algumas peças da coleção Cid Carlos Gonçalves
O professor Caffarelli alude a um tipo extravagante de ficha, contido em sua coleção, em metal amarelo e metal branco, que apresenta no anverso a palavra COCA-COLA e no reverso VENDEDORAS AUTOMÁTICAS, tendo abaixo PARA. Conjetura-se o termo PARA seria uma preposição, referente ao uso automático, ou indicaria o estado do Pará, sem acentuação. Não disponho dessa ficha.
Também podem ser mencionadas fichas geralmente de plástico, distribuídas em casas de jogo, danceterias, etc, destinadas a consumação, incluindo, entre elas, as de Coca-Cola. Consegui apenas uma desse tipo.
A coleção é atraente e reúne muitos adeptos. Quem desejar maiores detalhes não pode deixar de obter o trabalho meticuloso, escrito pelo insigne Eugenio Vergara Caffarelli, intitulado "PEQUENA HISTÓRIA DAS FICHAS COCA-COLA NO BRASIL", que inspirou este artigo.
Os interessados podem manter contato comigo, Silvio Mazzocante, para trocas ou informações, pelo telefone (0xx) 61-5913594 . Desde já agradeço.

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